Eternas reticências...

Nome:
Local: Aracaju, Sergipe, Brazil

Pessoa em constante processo de autoconhecimento

26.7.09

Tudo novo pela primeira vez

Toca Led Zeppelin. Senta à frente do gasto computador para ver trivialidades. Fuga para não pensar, sentir desejo, o sorriso brotar fácil, os olhos brilharem...
Tira a camiseta branca. O corpo precisa da mesma sensação que o espírito, pensa. Liberdade. Os acessórios são, mais do que nunca, supérfulos. Quer apenas a pele em toque com a sua. Nada mais.
Os pensamentos longe, invadidos por diversas possibilidades, fatos novos, inesperados. Tem medo. Não, não é medo. Constata definitivamente: é pânico. Porém, eis a grande diferença. É a primeira vez que sente esse pânico na vida, é a primeira vez que se depara à beira de um precipício imaginário e sente uma enorme atração por pular nele, de braços abertos, mesmo sem saber o que o espera no final dessa jornada.
Ora, pensa em final de jornada mas sequer tem idéia se a aventura começou. Delira, fantasia, ri de si próprio e pensa o quão ridículo é esse misto de querer, não querer, poder, não poder. Sente-se como a bolinha de lã que o pequeno gato joga para lá e para cá.
A bolinha de lã com certeza também se diverte.

20.7.09

Sentindo...

Lépida e faceira, com um sorriso fácil, largo e olhos brilhantes. Não pensa a respeito dos motivos que a fazem saltitar, apenas dança na chuva, rodopia, extravasa, se entrega.
O coração bate em uma em ritmo alternado de inocência e desejo. Sente medo mas adora essa sensação de conhecer o desconhecido, de perceber o quanto o então distante por um momento é o que há de mais familiar.
Tem a nítida impressão de que muitos goles de vinho não a deixariam em tamanha sensibilidade e relaxamento, até o ponto da leve amnésia que o álcool pode causar.
O toque das peles é tão marcante que nem mesmo auroras a fio irão fazê-la esquecer de como é único viver muito em tão brevemente, ter a certeza quão prazeroso é fugir à regra, escrever novas linhas, ultrapassar alguns limites.
Ah! Não sabe do hoje, mas o ontem a alimenta e a faz mais e mais feliz.