Nome:
Local: Aracaju, Sergipe, Brazil

Pessoa em constante processo de autoconhecimento

7.9.05

Devaneios do ódio

Todo o porquê do ódio, sentimento essencialmente dúbio porém coeso, direto e ao mesmo tempo prolixo, está em sua dor de não amar.
Não o amar por incapacidade, mas aquele que sente traído por não ter a ânsia de amar correspondida.
O ódio ama.Ama loucamente. Ama de verdade, ama sem pensar. Mas o ódio não sabe ouvir não, não admite não receber tudo o que dá em troca.
O ódio não é altruísta. É certo de sua necessidade de atenção e amor. É certo de que não nasceu para somente dar, sabe que tudo não passa de mera troca de interesses, sabe que aqui está para dar e também para receber. Quer receber. Quer ser amado. Quer viver toda intensidade do sentimento prozeado, quer ser poesia, quer ser conto, é canto.
Conta por si, conta por nós. Não reflete a realidade. O ódio não existe, sim sobrevive. Consciente de sua condição, consciente de sua submissão.
Submissão. Supervalorizado amor.
Submetido a um sentimento a que todos relevam, a que todos consideram primordial. Nem todos sabem de sua importância.
O mundo move por causa dele.

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

É, amiga!! e aí? entregar-se ao ódio?..

4:17 PM  

Postar um comentário

<< Home