Eternas reticências...

Nome:
Local: Aracaju, Sergipe, Brazil

Pessoa em constante processo de autoconhecimento

4.8.05

Coisa inventada

Tantas poemas e declarações não eram suficientes para ela acreditar no amor. Vivia em busca de algo que nem ela própria sabia explicar o que era, algo que parece só existir nos romances de folhetim do século 19, daqueles bem ao gosto das damas desta época, que viviam a esperar o próximo número a ser lido entre companheiras e a sonhar com um belo cavalheiro a lhe fazer a corte.
Tudo que ouvia falar a respeitor do amor, de o quanto era sublime e modificava as pessoas e principalmente o comportamento delas, não passava de uma clara conspiração inventada por alguém que desejaria controlar os mais confiantes corações. Isso ela não tirava da cabeça. Amor é coisa inventada!!! Sim... Poderia ser até um implante, tipo um chip, que era posto quando a criança nascia. Ah! Agora tinha certeza sobre a origem de todos os seus problemas, a origem de todas as suas perguntas sem respostas.
Definiu, assim, o amor, como nem mesmo o mais moderno dicionário Houaiss conseguiria: "Amor : tipo de modificação genética artificialmente produzida em forma de chip, costumeiramente implantado nos seres humanos ao nascerem".