Eternas reticências...

Nome:
Local: Aracaju, Sergipe, Brazil

Pessoa em constante processo de autoconhecimento

21.6.05

Meras idéias

Nunca pensaria estar em tal situação: sentado à mesa de um boteco vagabundo, copo de cerveja...meio cheio? meio vazio? Isso não importava. O copo de cerveja à sua frente reluzia como ouro, ou pelo menos ele queria que assim fosse. Pedaço de papel na mão e muitas idéias fluiam.
Ao mesmo tempo que se sentia o último dos seres, se sentia único, auto-suficiente, capaz de estar consigo próprio em meio a outras pessoas. Gabava-se porque sabia que isto era incomum. Quase ninguém se comportava desta forma. Ali mesmo os pseudo-intelectuais descolados e muito modernos não agiam desta maneira. Como sempre se sentia superior, mas... Questionava-se: essa superioridade era relevante? Serviria de ou para algo? Continuava pensando. Pensava. Continuava tentando que assim fosse.
A folha do papel acabou.

8.6.05

Se não fosse vida...

Estava ali. Demorou poucos segundos para ser desprezado. Mas fora. Estava ali, jogado, porém vivo. Mas até quando? Até quando sua vida não passaria de mero acontecimento sem importância? Resistia. Apesar de largado ao chão, ainda exibia o mínimo de cor, de força. Às vezes tentava reanimar-se, mas o sudoeste o impedia. Permanecia imóvel, desprovido de movimentos (que redundante!).
Sim, ele era redundante pois iguais a ele existiam muitos. Muitos. Sua energia estava se dissipando. Pouco a pouco. Em frente a mim. Só eu presenciava tal espetáculo. Só eu tinha este privilégio. O vi sendo descartado, o vi morrer.