Meras idéias
Nunca pensaria estar em tal situação: sentado à mesa de um boteco vagabundo, copo de cerveja...meio cheio? meio vazio? Isso não importava. O copo de cerveja à sua frente reluzia como ouro, ou pelo menos ele queria que assim fosse. Pedaço de papel na mão e muitas idéias fluiam.
Ao mesmo tempo que se sentia o último dos seres, se sentia único, auto-suficiente, capaz de estar consigo próprio em meio a outras pessoas. Gabava-se porque sabia que isto era incomum. Quase ninguém se comportava desta forma. Ali mesmo os pseudo-intelectuais descolados e muito modernos não agiam desta maneira. Como sempre se sentia superior, mas... Questionava-se: essa superioridade era relevante? Serviria de ou para algo? Continuava pensando. Pensava. Continuava tentando que assim fosse.
A folha do papel acabou.
Ao mesmo tempo que se sentia o último dos seres, se sentia único, auto-suficiente, capaz de estar consigo próprio em meio a outras pessoas. Gabava-se porque sabia que isto era incomum. Quase ninguém se comportava desta forma. Ali mesmo os pseudo-intelectuais descolados e muito modernos não agiam desta maneira. Como sempre se sentia superior, mas... Questionava-se: essa superioridade era relevante? Serviria de ou para algo? Continuava pensando. Pensava. Continuava tentando que assim fosse.
A folha do papel acabou.
