Controle
Cresceu imaginando uma vida de sucessos e prazeres. Era isso que almejava acima de tudo: ser dono de si e, se possível, do mundo. Não no sentido monopolizador, ruim. Mas sim naquele em que uma pessoa só se imagina na situação mais confortável, 'por cima da carne seca', como se costuma dizer...
Dava importância a coisas, fatos, situações, opiniões que para ele eram corretos, incontestáveis. Quanto a pessoas... Isso era o que mais o atraía. Era o fato de sempre as agradar que o mantinha sedento, viçoso... Desejava ser o centro das atenções, alvo de admirações e comentários.
Era um vício. Exatamente. Era viciado em ser o vício. Em querer ser o vício. Em ser necessário. Ser essencial, vital.
Nada mais natural para uma pessoa que sempre foi o pato feio da família. O filho preterido e não desejado. A criança tímida e mal-humorada, sem amigos e sem simpatia.
Crescido, um jovem que desabrocharia, que parecia criar uma auto-confiança surpreendente. Aquele em que todos se espelhariam. Perfeito, charmoso, inteligente, sagaz. Apto a grandes conquistas... Grandes empreendimentos...
Mas para ele tudo o que possuía e os caminhos que galgava era pouco, limitado. Queria mais. Sempre mais. O material já era segundo plano em sua vida. O que o interessava era o poder que era capaz de exercer sobre as pessoas. Aquilo que conseguia com as palavras era o seu tesouro. A veneração. O fascínio. A submissão.
Passou a viver para isso. O temor de um dia ser controlado novamente o perturbava, o enlouquecia. Não vivia mais a própria vida. Vivia a dos outros, para os outros. As idéias não seguiam uma sequência lógica, as atitudes seguiam o mesmo rumo.
Vozes, sons, imagens estranhas o acompanhavam. Pupilas dilatadas, mãos trêmulas, lábios ressecados. Garganta áspera, coração descompassado, sudorese acentuada...
Finalmente... perdera o controle da situação. Perdera o auto-controle.
Dava importância a coisas, fatos, situações, opiniões que para ele eram corretos, incontestáveis. Quanto a pessoas... Isso era o que mais o atraía. Era o fato de sempre as agradar que o mantinha sedento, viçoso... Desejava ser o centro das atenções, alvo de admirações e comentários.
Era um vício. Exatamente. Era viciado em ser o vício. Em querer ser o vício. Em ser necessário. Ser essencial, vital.
Nada mais natural para uma pessoa que sempre foi o pato feio da família. O filho preterido e não desejado. A criança tímida e mal-humorada, sem amigos e sem simpatia.
Crescido, um jovem que desabrocharia, que parecia criar uma auto-confiança surpreendente. Aquele em que todos se espelhariam. Perfeito, charmoso, inteligente, sagaz. Apto a grandes conquistas... Grandes empreendimentos...
Mas para ele tudo o que possuía e os caminhos que galgava era pouco, limitado. Queria mais. Sempre mais. O material já era segundo plano em sua vida. O que o interessava era o poder que era capaz de exercer sobre as pessoas. Aquilo que conseguia com as palavras era o seu tesouro. A veneração. O fascínio. A submissão.
Passou a viver para isso. O temor de um dia ser controlado novamente o perturbava, o enlouquecia. Não vivia mais a própria vida. Vivia a dos outros, para os outros. As idéias não seguiam uma sequência lógica, as atitudes seguiam o mesmo rumo.
Vozes, sons, imagens estranhas o acompanhavam. Pupilas dilatadas, mãos trêmulas, lábios ressecados. Garganta áspera, coração descompassado, sudorese acentuada...
Finalmente... perdera o controle da situação. Perdera o auto-controle.

6 Comments:
meu deus!!!!
hummmmm
esse tá muito louco
me lembrou da história que gandhi me contou no dia em que me conheceu!!!!!
;P
bjo
deby
O texto ficou muito bom..mas não conseguir identificá-lo com vc..algumas partes sim, outras não!
Bjos
Luciana
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Bem...meus textos não são totalmente inspirados em mim.São também baseados em observações...em outras pessoas e experiências.
Valeu pelo comment!!!!
Dizem que um homem realizado na vida é aquele que planta uma árvore e escreve um livro. Eu já escrevi um e começei a plantar a árvore(pra quem não sacou isso foi uma metáfora, a história que plantei uma árvore), sim, voltando, não o acho bem escrito e tenho uma inveja tremenda de minha namorada que escreve muito, mais muito bem mesmo! Na moral: Vc é foda!!!Amo-te! Bjs
Gandhi
Q legal esse texto...gostei mesmo!!! Ta xou de bola!!!
Continue assim, menina vc tem futuro!!!
Bjosss!!!
Eloanderson
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